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Pandemia não parou obras de infraestrutura e não gerou pleitos contratuais na Valec.

As obras de infraestrutura se mantiveram ativas durante a pandemia do novo coronavírus. No caso da Valec, não houve nenhum pleito contratual decorrente da crise sanitária. A informação foi trazida pelo presidente da Valec Engenharia, Construções e FerroviasAndré Kuhn, durante a Paving Virtual, mais importante e inovador evento híbrido do setor de infraestrutura viária e rodoviária do Brasil. 

Para acompanhar a programação desta quinta (1º de outubro), basta acessar o site oficial: www.pavingvirtual.com.br. 

O presidente da Valec ministrou a palestra Reequilíbrio Econômico-Financeiro e Demais Pleitos em Contratos de Infraestrutura nos Tempos de Pandemia. Ele enfatizou que para a redação de um pleito contratual exige conhecimento técnico, gerencial e legal, em especial, os pleitos para reequilíbrio econômico-financeiro“Esse é o mais complexo de se concluir”, disse. 

Segundo Kuhn, é preciso estar bem esclarecido qual a relação de causa e efeito no pleito, a fim de que o profissional que for analisa-lo saiba de quem é a responsabilidade. Ele exemplificou essa situação com o caso do aumento de um preço de insumo que impacta fortemente na obra ou com o clima excepcional que impede a execução da obra. “É preciso demonstrar que os custos pleiteados não foram oriundos de perda de produtividade, retrabalhos, erros de orçamentação e falhas de planejamento”, explicou. “Mas, eles vieram de fatos imprevisíveis ou previsíveis de consequências incalculáveis, retardadores ou impeditivos da execução”, acrescentou. 

Além disso, ele ressaltou que é apresentar uma análise consistente, que comprovem que as perdas oriundas por esses fatores foram superiores aos ganhos. “É importante ressaltar que os valores das perdas e ganhos devem ser corrigidos e calculados conforme um fluxo de caixa, adotando-se o índice previsto no contrato, coerentes com a ocorrência dos eventos e com o cronograma da obra”.  

Durante sua apresentação, Kuhn enfatizou que é preciso observar duas perguntas antes de se realizar o pleito contratual: As razões da reclamação são pertinentes? E a avaliação de quanto está sendo pleiteado é adequado? “A primeira pergunta é mais fácil de ser respondida. Mas a segunda é mais complexa. Algumas vezes há a tendência de simplificar essa análise e não se deve fazer dessa forma”, ponderou. A seu ver, o procedimento é fazer uma análise global do contrato, trazendo toda a documentação para comprovar o pleito e demonstrar o impacto financeiro fruto desse desequilíbrio.   

O atleta e medalhista olímpico Giba trouxe seu depoimento para a Paving Virtual, destacando a importância de jamais desistir e de buscar o conhecimento, a melhoria da performance individual para contribuir com a eficiência do trabalho em equipe. “Às vezes, não temos o requisito, como o meu caso, em que era considerado baixo para ser jogador de vôlei. Então, busquei a performance, ou seja, ser mais rápido, saltar mais alto e treinar sempre mais. Por isso, temos que fazer diariamente a pergunta sobre como está nossa performance”, disse.  

Giba ainda salientou que nenhum talento individual é maior do que a coletividade e enfatizou que é preciso valorizar todas as pessoas e profissionais que trabalham nas empresas. Ele ainda reforçou que é necessário o trabalho de concentração e foco para não perder tempo. “Em jogos da seleção brasileira, tínhamos o ginásio lotado, com cerca de 10 mil pessoas gritando o nosso nome. Se eu não me concentrasse na quadra, no jogo, poderia prejudicar minha equipe”. Além disso, ele relatou que sua trajetória bem-sucedida no voleibol, com muitas vitórias e medalhas, não foi fácil e ele precisou superar muitas situações e que esses desafios o deixaram ainda mais forte. 

BIM, tecnologia, segurança viária e cenário político 

O BIM (Building Information Modeling) foi um dos temas tratados na programação da Paving Virtual. Duas apresentações retrataram sua importância para as obras de infraestrutura viária e rodoviária. O arquiteto e urbanista Pedro Chaves e pelo consultor em BIM Anderson Santos trouxeram exemplos de aplicação prática da metodologia no setor e ressaltaram que é preciso ter uma mudança da mentalidade quando se fala de BIM, porque o projeto precisa já ser feito na metodologia.  

Na sequência, o diretor de Engenharia na Valec Engenharia, Construções e FerroviasWashington Luke, abordou o uso do BIM e GIS (Sistema de Informações Geográficas) na Valec. Ele citou que a principal motivação dessa aplicação é que com eles é possível antecipar cenários, identificando previamente erros de projeto e interferências construtivas e, ainda, ter maior controle sobre custos e cronograma. Já o analista em Infraestrutura de Transportes do DNIT, Anderson Alvarenga, falou sobre a estratégia para o plano de implementação BIM, que inclui sete passos, como documentação, indicadores, tecnologia, implementação, entre outros.   

O diretor superintendente da Associação Brasileira das Concessionárias de Rodovias (ABCR), Flavio Freitas, trouxe sua avaliação sobre o sistema de pedágio Free-Flow, que cobra a tarifa proporcional à distância percorrida e não há necessidade de praças físicas. O principal desafio do sistema é a evasão, ou seja, o não pagamento da tarifa. “O Chile foi pioneiro nesse sistema na América do Sul, mas ainda é afetado com esse tipo de questão”, disse. Ele comentou ainda a importância de ter no Brasil rodovias que permitam a colocação de pórticos em uma distância razoável para identificação eletrônica e automática dos veículos.   

Em termos de segurança viária, o palestrante internacional Juan M. Moralespresidente da J. M. Morales & Associates, tratou dos conceitos de 3Es (Educação, Engenharia e Fiscalização, em português) para garantir uma maior segurança aos pedestres, que são os mais vulneráveis no trânsito. Ele citou que houve um aumento nos acidentes com pedestres nos Estados Unidos e uma das principais causas foi o smartphone. Além disso, trouxe vários exemplos de engenharia preventiva para prevenção de acidentes e para a redução da velocidade dos veículos. Ainda comentou sobre o conceito de ruas completas, que valoriza as pessoas e todos os tipos de transporte.  

Na sequência, o palestrante internacional Antonio Amengual, do Instituto Vial Ibero-Americano, enfatizou a importância de barreiras de proteção serem projetadas também para se comportar de maneira segura ante o impacto de motociclistas. Isso porque apesar das motocicletas responderem por 29% da frota veicular nacional no Brasil, elas representam cerca de 80% do pagamento de seguro por acidentes.  

Outro destaque da programação da Paving Virtual na quarta foi o início das duas Learning Session. As apresentações técnicas foram ministradas pelos expositores: Astec, Betunel, Dynapac, Katardo Tecnologia, Kennamental, Komatsu, Maccaferri, Maragoni, Moba, Road Steel, Sotreq/Caterpillar, Suporte Solos, Wirtgen Group, World Center e Zigurat. As Learning Session seguem nesta quinta.  

Por fim, o cientista político Lucas de Aragão, trouxe uma avaliação sobre o atual cenário político. Ele avaliou que as reformas estruturais – administrativa e tributária – devem ser aprovadas no próximo ano. Também trouxe sua análise sobre a sucessão em 2022, o impacto do auxílio emergencial na avaliação do Presidente da República, a relação entre a presidência e o Congresso Nacional, entre outros.  

Programação  

Amanhão destaque é a participação do Ministro Ricardo Salles às 20h00. A programação será iniciada pelo consultor Fernando Pugliero e pela engenheira Shanna Lucchesi, que abordarão o tema “Metodologia IRAP para concessões rodoviárias: a aplicação da metodologia como KPI de segurança viária”. Logo após, Guillermo Montestruque e Natália Correia, do CTG ABINT, tratarão da “Recuperação e Aumento da Vida Útil de pavimentos com o uso de Geossintéticos”.  

Neste dia, estão previstos também dois debates. O primeiro “O Concreto na Pavimentação Urbana”, terá as participações do diretor presidente da Avantec Engenharia, Kleber Pereira Machado, e da subsecretária de projetos da Secretaria de Obras e Infraestrutura do Distrito Federal, Ery Brandi, e mediação de Erika Mota. O segundo debate sobre a competitividade do concreto terá as presenças do gerente do Programa Estratégico do Exército: A Nova Logística Militar Terrestre, general Jorge Ernesto Pinto Fraxe, do engenheiro Marcos Dutra e  do Diretor de Engenharia na Houer ConcessõesRoger Veloso. A medição será do diretor de Planejamento e Mercado da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), Valter Frigieri. 

Na sequência, João Fornari e Marcelo Figueiral ministrarão palestra sobre “A transformação digital para empresas de infraestrutura rodoviária” e Francisco Pumares, da Road Steel Engineering falará sobre “Barreiras metálicas em pontes e obras de arte”. As fabricantes Caterpillar, Dynapac, John Deere e Wirtgen Group apresentam suas tecnologias e equipamentos voltados para atender as concessionárias de rodovias. A Komatsu também ministra uma palestra voltada para o segmento. Finalmente, o gerente da Unidade de Negócios – Pavetech Da Ingevity, Hernando Macedo de Farias abordará o assunto “Misturas asfálticas de baixa emissão”. 

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